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Portugal: Produção hídrica de electricidade atinge nível mais baixo da última década

Published at: 09/02/2012
source: Público
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O recurso ao carvão subiu quase 500% face ao primeiro mês do ano passado e as importações de electricidade dispararam. A produção de origem eólica desceu.

A falta de chuva está a afectar a produção hídrica de electricidade. Os dados da REN, empresa que gere
a rede nacional de transporte de electricidade, indicam que no mês de Janeiro a produção a partir das
barragens foi a mais baixa da última década, caindo quase 80% face ao primeiro mês do ano passado.
Aliás, pela primeira vez no início do ano, a produção hidroeléctrica ficou abaixo das eólicas: enquanto
as barragens produziram 496 GWh (gigawatts-hora) em Janeiro, a produção de origem eólica somou um
total de 652 GWh, apesar de ter caído 29%.
O resultado foi um aumento de outras fontes de produção, como o carvão e o gás natural, que, além de
pesarem nas contas nacionais por serem importadas, traduzem-se numa subida das emissões de carbono. Contas feitas, foi o carvão que mais alimentou a produção eléctrica em Portugal neste início de ano: devido a uma subida de quase 500% na sua utilização para produção eléctrica, representou praticamente um quarto da electricidade que se consumiu em Janeiro e voltou a igualar níveis próximos de 2008, alimentando as fornalhas das centrais do Pego (Endesa) e de Sines (EDP Produção).
Em causa está um mercado que se costuma basear em contratos programados a um ano e com custos pouco transparentes. As importações desta matéria-prima, que em Portugal se destinam de forma esmagadora à produção de electricidade, tinham representado entre Janeiro e Novembrode 2011 mais de 250 milhões de euros, indicam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística.
Com o gás natural também a ser mais consumido do que nos dois últimos anos, o resultado foi que a produção  baseada em combustíveis fósseis voltou agora a ganhar força.

Custos de 40 milhões

Por outro lado, o país está a importar mais electricidade do que nunca. As compras de energia eléctrica a Espanha representaram cerca de 20% do consumo nacional, quando, em Janeiro de 2010, Portugal chegou a exportar mais do que importou. Só no mês de Janeiro estas importações terão aumentado o défice ligado à factura eléctrica portuguesa em cerca de 40 milhões de euros, indicou uma fonte do sector. São custos que acabam por se reflectir, mais tarde ou mais cedo, no preço cobrado aos consumidores.
Tudo isto porque os dias de sol de Inverno, frequentes nas últimas semanas em Portugal continental, escondem uma realidade pouco simpática. Segundo o Instituto de Meteorologia, 76% do território está em seca moderada, 13% em seca fraca e 11% em seca severa, segundo o índice meteorológico
de seca PDSI (Palmer Drought Severity Index), que tem em conta dados da quantidade de precipitação,
temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo.
Em Janeiro de 2012, os totais de precipitação mensal foram “muito inferiores ao valor normal”, ou seja,
1971-2000, segundo o Instituto de Meteorologia.
Mas a situação já vinha do mês anterior. Em Dezembro choveu o correspondente a 29% da média
de 1971-2000 e toda a região a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela registou uma percentagem mesmo inferior a 25%. Ainda assim, os volumes de água armazenados nas albufeiras estão
dentro da média. Segundo o Instituto da Água (Inag), “das 56 albufeiras monitorizadas, 17 têm disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e quatro têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total”.
De acordo com dados da REN, as barragens que produzem electricidade estavam, no final de Dezembro, com 49% da sua capacidade máxima. Este valor varia substancialmente. Nos últimos seis anos, oscilou entre um mínimo de 45% (2007) e 83% (2009).

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