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EDP desvia investimento de Espanha

Published at: 30/01/2012
source: Diário Económico
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O congelamento dos subsídios aos novos projectos, no outro lado da fronteira, obriga a EDP Renováveis

Os mais recentes entraves à expansão das energias renováveis em Espanha, o maior mercado da EDP Renováveis a seguir aos Estados Unidos, está a obrigar a empresa a intensificar a estratégia de crescimento noutras geografias.
Um plano, actualmente assente em 11 mercados, que será agora reforçado com a entrada do novo accionista, a chinesa Three Gorges. O apertar do cerco ao sector, no outro lado da fronteira, conheceu
na passada sexta-feira um episódio decisivo: o novo governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy, decidiu cortar temporariamente os subsídios às energias renováveis. Uma medida que irá ensombrar os planos de expansão de empresas como a EDP Renováveis, que tem uma forte presença no país. A empresa possuía, de acordo com dados de Novembro de 2011,uma capacidade instalada de 2.194 megawatts (MW), a que soma mais 490MW que se encontravam em construção. A tudo isto junta
cerca de quatro mil MW que se encontram em projecto.
Fonte oficial da EDP Renováveis assegura que é “um cenário que já contemplávamos, por isso temos vindo a desenvolver opções de crescimento noutros mercados”. Destaca, porém, a mensagem de apoio às renováveis do Executivo espanhol, que reforça a natureza temporária da medida e a estabilidade regulatória nos activos existentes.
O objectivo de Madrid é travar o elevado défice tarifário do sistema eléctrico espanhol, que atinge 24 mil milhões de euros, o que tem obrigado as empresas eléctricas a recorrer sucessivamente ao mercado financeiro para titularizar os montantes a receber. A título comparativo, o valor do défice tarifário de Espanha é cerca de 30% do pedido de ajuda financeira a Portugal, por parte do Fundo Monetário
Internacional e da União Europeia, o qual foi de 78 mil milhões de euros.
A medida, que o ministro da Economia espanhol, José Soria, garantiu não possuir carácter retroactivo,
ou seja não afectará os projectos em operação, nem os pré-autorizados, será transversal às várias energias produzidas em regime especial. Ficam, assim, abrangidos todos os projectos que estão fora deste pacote, desde parques eólicos a instalações de solar fotovoltaico, termosolar, cogeração, biomassa, biogás até mini-hídricas.
As mudanças em Espanha não se deverão ficar por aqui. O governante já fez saber que o próximo alvo são as chamadas rendas excessivas na produção de electricidade convencional, com destaque para as barragens e as nucleares, já amortizadas. José Soria afirmou à imprensa que estas recebemuma retribuição muito superior aos custos, apelidando-os de “benefícios caídos do céu”.
A concretizar-se, este cenário terá, porém, um impacto mais limitado no grupo EDP. O braço da empresa para o mercado espanhol, a HC Energia, tem um pootfólio de produção concentrado essencialmente na produção termoeléctrica a carvão. A componente hidroeléctrica representa apenas 433 MW de um total de 1.177 MW de capacidade instalada. A esta conta retiram se, no entanto, 166 MW relativos à participação na central nuclear de Almaraz, que também prometem vir a ser afectados.

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