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Portugal: Nova equipa de gestão na EDP

Published at: 09/01/2012
source: Diário Económico
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Ana Maria Fernandes vai dinamizar negócio no mercado brasileiro e deixa a presidência da EDP Renováveis
para liderar a EDP Brasil. Accionistas aprovam nova equipa de gestão e alteração de estatuto a 20 de Fevereiro.

A saída de Ana Maria Fernandes da presidência da EDP Renováveis paraaEnergiasdoBrasil, um mercado, até aqui, semi-adormecido no que toca às energias verdes, é uma das principais alterações que a entrada da chinesa Three Gorges no capital da EDP irá imprimir a nível de órgãos sociais.
A gestora colocou, nos últimos anos, o grupo português entre os principais líderes mundiais do sector eólico. Mas o estrangulamento financeiro sentido, desde o eclodir da crise mundial,prometia refrear as ambiçõesda EDP. Com as mudanças à vista – a ThreeGorgesvai canalizar dois mil milhões de euros para o plano industrial da EDP, mais quatro mil milhões de euros de linhas de credito – diversos analistas do mercado
de capitais voltam a dar como certa a integração da EDP Renováveis na casa-mãe, à semelhança do
que a fez recentemente a Iberdrola. Este cenário, que tem sido recusado pela EDP, ganhou força com a chegada da Three Gorges referem as mesmas fontes contactadas pelo Diário Económico.
Pela frente, AnaMaria Fernandes tem agora outros desafios, como dinamizar o negócio da distribuição
e da produção de electricidade convencional noBrasil. Para assegurar um novo impulso à EDP Renováveis foi convidado Manso Neto, o qual desempenhava funções de administrador na EDP com o pelouro da produção e do mercado ibérico de energia. A principal missão é colocar em operação a carteira de mais de 29 mil megawatts (MW) de que dispõe a EDP Renováveis. Em Novembro, a empresa contava com 7.280 MW em operação, mais 490 em construção.
E a Three Gorges já fez saber que pretende deter participações minoritárias nos projectos. Da presidência da Energias do Brasil sai Pita de Abreu, o qual regressa a Lisboa, para integrar a comissão executiva da EDP, liderada por António Mexia. Na equipa de sete elementos permanecem Nuno Alves – que continua a
assegurar o pelouro financeiro –, Manso Neto e Martins da Costa. Entram Marques da Cruz e Stilwell de Andrade e saem Cruz deMorais e AnaMaria Fernandes. Quanto ao Conselho Geral e de Supervisão, órgão que define o plano estratégico da empresa e onde têm assento os accionistas com participações superiores a 2%, será presidido por Eduardo Catroga, em substituição de António de Almeida.
A vice-presidência irá para o chinês Guangjing Cao. A Three Gorges coloca ainda mais três elementos:
Chuxue Lin, Dingming Zhang e Shengliang Wu. Da lista fazem também parte novos nomes como Ilídio Pinho e Braga de Macedo, já avançados pelo Diário Económico, assim como Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Gomes Mota, Alves Monteiro, Vítor Gonçalves e Messaveu Herrero, em representação da Hidrocantabrico. No total, o ConselhoGeral e de Supervisão passa de 17 para 23
membros, sendo seis independentes. A nova equipa, que segundo a EDP reflecte uma estratégia de rotatividade e inovação dos órgãos sociais, fica a aguardar luz verde da assembleia-geral extraordinária, a realizar no dia 20 de Fevereiro. Na mesma altura será proposta a alteração dos direitos de voto dos actuais 20% para 25%. Apesar da ThreeGorges ter comprado apenas 21,35% da EDP, o Governo manifestou vontade de alienar, no curto prazo, os cerca de 4%que permanecem nas suasmãos, na sequência de uma emissão de obrigações convertíveis em acções. O grupo chinês é candidatoa esta fatia.

Autor: Ana Maria Gonçalves

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