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Brasil: Setor privado deve participar mais do processo de descarte e reciclagem do lixo

Published at: 09/11/2011
source: www.ecodesenvolvimento.org.br
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O compartilhamento do descarte e reciclagem de lixo com as empresas privadas é um dos principais desafios da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A avaliação é do professor Claudio Mahler, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele defendeu que o governo adote alguma forma de incentivo para que as companhias ampliem a sua participação na chamada logística reversa, que prevê a reciclagem do bem de consumo pela empresa que o produziu.

"Se o governo não incentivar a iniciativa privada, o cidadão fará a separação e não adiantará nada. É preciso montar uma estrutura. Os aterros sanitários não são o destino adequado para geladeiras, máquina de lavar e demais aparelhos eletrônicos", enfatizou Mahler na quarta-feira, 9 de novembro, durante o quarto Simpósio Internacional de Tecnologias e Tratamento de Resíduos, realizado no Rio de Janeiro.

Segundo o especialista, um dos pontos mais importantes da política, a logística reversa, que responsabiliza as empresas e estabelece uma integração de municípios na gestão do lixo, avança a passos lentos e está aquém do reaproveitamento de resíduos feito na Europa. Enquanto na Alemanha o percentual é 60%, no Brasil não chega a 50%.

Para resolver o problema, Mahler sugeriu leis mais rigorosas para ampliar a responsabilidade das empresas. Por meio do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que está em consulta pública pelo Ministério do Meio Ambiente, ele indicou que a iniciativa privada seja chamada a negociar e apontar quais são as principais dificuldades de por em prática a logística reversa. "Na Alemanha, a indústria automobilística recicla o carro inteiro. Aqui, as mesmas montadoras não fazem a reciclagem porque não são obrigadas", exemplificou.

A discussão para a criação de acordos setoriais com orientações para implementação da logística reversa está sendo feita no Ministério do Meio Ambiente. O órgão promete lançar dois editais (para os setores de embalagem de óleo e de lâmpadas) ainda este ano. Ficam para 2012 as regras para os setores de eletroeletrônicos, remédios e embalagens em geral.

Paralelamente, Mahler ressaltou a importância de campanhas frequentes sobre a destinação adequada do lixo. No Rio, ele citou como exemplo as cestas verdes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que são indicadas para o descarte de eletrônicos como pilhas e celulares.

O compartilhamento do descarte e reciclagem de lixo com as empresas privadas é um dos principais desafios da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A avaliação é do professor Claudio Mahler, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele defendeu que o governo adote alguma forma de incentivo para que as companhias ampliem a sua participação na chamada logística reversa, que prevê a reciclagem do bem de consumo pela empresa que o produziu.

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