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900 MW encalhados por falta de financiamento

Published at: 11/09/2011
source: Água & Ambiente
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A potência está já atribuída, mas pode não avançar devido a situação financeira que o País atravessa. Solar e mini-hídricas são os sectores mais periclitantes.

 

Serão cerca de 900 MW que estarão parados ou adiados no sector das energias renováveis por falta de financiamento. A grande dificuldade em conhecer a dimensão deste cenário está na informação facultada pelas empresas, que preferem não revelar a real situação para não “manchar” o seu nome na praça.

Dos 1200 MW atribuídos na primeira fase (A) do concurso lançado em 2005 para a instalação de parques eólicos em Portugal, cerca de 860 MW estão já construídos. Isto significa que, nos próximos dois anos, altura em que se esperava que estivessem todos os parques eólicos em funcionamento, terão de ser instalados cerca de 340 MW, segundo dados da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

Da fase B do mesmo concurso, em que foram atribuídos pelo Estado mais 400 MW, dois anos depois, apenas 12 estão em operação. Um total de 22 MW encontram-se ainda em fase de construção, 150 MW estão adjudicados e os restantes 216 MW estarão ainda em licenciamento quatro anos após o inicio do processo. “Tendo em conta os prazos que todos estes processos têm, está tudo dentro do normal”, assevera António Sá da Costa, presidente da APREN.

Já no que respeita à fase C do concurso da eólica, lançado em 2008, para outros 200 MW apenas seis estão construídos. Os remanescentes 194 poderão estar mesmo parados devido à dificuldade de financiamento, uma vez que as tarifas eram muito baixas e a rentabilidade pouco atractiva. “Neste cenário, tenho dúvidas que consigam financiamentos”, observa Sá da Costa. No domínio das mini-hídricas, os 150 MW atribuídos no concurso, lançado em Setembro de 2010, deverão estar em fase de licenciamento, segundo a APREN: Mas o Água&Ambiente soube junto de uma fonte ligada ao processo que várias empresas terão já desistido dos projectos por falta de fundos. “Não há financiamento na banca nacional, portanto não podemos fazer nada”, garante um dos operadores, que preferiu não se identificar. Sá da Costa alerta ainda para a morosidade de instalação destes projectos. Estas mesmas razões estão no centro do concurso para a biomassa, que remonta a 2006, de 100 MW, cujos projectos aprovadas ainda não saíram  do papel.

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